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Landing page ou site: qual dos dois você precisa

As duas fazem trabalhos diferentes, e cada uma faz bem justamente o que a outra faz mal. Uma pergunta sobre quem chega até você decide qual delas resolve o seu caso agora.

Nicolle Kipper Söthe
Nicolle Kipper Söthe · 8 min de leitura

Alguém te disse que você precisa de uma landing page. Outra pessoa falou em site. As duas palavras chegam juntas, como se fossem o mesmo produto em dois tamanhos, e a decisão trava aí.

Quando você enxerga qual trabalho o seu caso pede, a escolha fica óbvia.

A diferença não é de tamanho, é de trabalho

A landing page existe para uma ação. Ela recebe quem chega pronto para agir, tira do caminho tudo que distrai e pede uma coisa só: o contato, a inscrição, o agendamento, a compra. Ela dispensa menu de propósito, porque cada item de menu é uma porta de saída aberta na frente de quem você acabou de trazer.

O site existe para muitas perguntas. Quem abre o site ainda está formando opinião: quer ver o que você faz, entender quem é você, conferir o que você já entregou, saber quanto custa. Ele tem caminhos porque as dúvidas são várias, e tem ordem porque elas vêm numa sequência.

Uma converte quem já veio decidido. O outro constrói a decisão.

Uma pergunta decide qual das duas

De onde vem a pessoa que vai abrir isso?

Se ela vem de um anúncio que você paga, de um QR code num impresso, de um e-mail que você disparou ou do link que você colou num grupo, ela já sabe o que vai encontrar, e você sabe o que ela leu antes de clicar. Aqui a landing page ganha, porque ela continua a frase que trouxe a pessoa até ali.

Se ela vem do Google, de uma indicação de cliente ou de um cartão que alguém guardou na carteira, você conhece a pergunta dela só quando ela chega. Aqui o site ganha, porque ele responde as várias perguntas de uma vez.

Repare que a pergunta é sobre a origem do tráfego, e não sobre o tamanho do seu negócio. É por isso que empresa grande usa as duas e profissional autônomo também.

O que cada uma faz melhor

landing page

Uma ação, uma tela, um caminho só.

  • Uma decisão por tela, sem concorrência interna
  • A mensagem casa com o anúncio: o que trouxe a pessoa é o que ela lê ao chegar
  • Simples de medir, porque existe um número só
  • Rápida de trocar quando a campanha muda de oferta
  • Fácil de testar duas versões e ficar com a que converte mais
site

Muitas perguntas, muitos caminhos, um endereço.

  • Encontrado na busca: cada página disputa uma pergunta diferente
  • Sustenta a pesquisa de quem vai contratar um serviço caro
  • Guarda prova: portfólio, palavra de cliente, história
  • Continua de pé quando a campanha acaba
  • Vira o destino de todo link que você compartilha

Cada uma paga um preço pela força que tem. A landing page converte melhor porque abre mão de tudo, inclusive de ser encontrada. O site é encontrado porque abre muitos caminhos, e cada caminho aberto é uma chance de a pessoa escolher outro que não o seu botão.

Os dois erros que eu mais vejo

Esperar que a landing page traga visitas do Google sozinha

A busca acontece por página, e uma página só compete por um assunto. Uma landing page de campanha foi desenhada para converter quem já chegou, então ela costuma ter pouco texto, uma promessa só e um único caminho. É o perfil que a busca tem menos motivo para mostrar.

O efeito aparece no dia em que o orçamento de anúncio acaba: a visita acaba junto, porque nada além do anúncio estava levando pessoas até lá.

Mandar tráfego pago para a home do site

A home responde a pergunta "quem é você", e quem clicou no seu anúncio já sabe. Ela oferece dez caminhos para alguém que precisava de um, e a conta do anúncio continua correndo enquanto a pessoa passeia pelo menu procurando aquilo que o anúncio prometeu.

Quando você cria uma página só para aquela campanha, com o mesmo título do anúncio na primeira linha, a pessoa reconhece na hora que chegou no lugar certo.

Quase sempre a resposta é as duas, em ordem

O que muda entre um caso e outro é por onde começar, e isso depende do que já existe hoje.

  1. Se você já anuncia e ainda não tem endereço próprio, a landing page entra primeiro, porque ela para de desperdiçar o dinheiro que já está saindo esta semana.
  2. Se você ainda não anuncia e quer ser achado, o site entra primeiro, porque ele continua trabalhando nas horas em que você está atendendo.

Nos dois casos o destino é o mesmo desenho: o site no seu domínio como base, e as landing pages penduradas nele, uma por campanha, cada uma com o seu endereço.

Onde a landing page mora importa

Uma landing page dentro do seu domínio soma. Cada visita, cada link que alguém compartilha e cada menção que ela recebe constroem o mesmo endereço que sustenta o resto do seu trabalho.

Numa ferramenta de terceiros, com o nome da plataforma na frente do seu na barra do navegador, a história é outra: a página vive enquanto a mensalidade estiver paga, e tudo que ela construiu fica com quem é dono do domínio. Confira isso antes de escolher a ferramenta, enquanto a escolha ainda é toda sua.

Como saber que está funcionando

Você mede cada uma por um número diferente, e trocar um pelo outro leva a conclusão errada.

Na landing page o número é a taxa de conversão: de cada cem pessoas que abriram, quantas fizeram a ação. Compare esse número com ele mesmo ao longo dos meses, e não com a média de mercado que você viu num artigo, porque essa média junta setores e ofertas muito diferentes do seu.

No site o número é quantas pessoas chegam por busca, e por quais palavras. Ele cresce devagar e continua crescendo depois que você para de empurrar, que é o contrário da campanha paga.

Com os dois no mesmo painel você enxerga quanto do seu resultado ainda depende de pagar para aparecer.

Se você quiser ver isso montado, a minha página de sites mostra o que entra num projeto.

Quer descobrir qual dos dois é o seu caso?

Você me conta como as pessoas chegam até você hoje e eu te digo qual das duas resolve agora, e qual delas pode esperar.