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Como funciona o SEO do seu site, e por que ele importa

Nas redes, o algoritmo decide quem vê o seu post. No Google, a pessoa já chega procurando. SEO é o trabalho de fazer o seu site ser a resposta.

Nicolle Kipper Söthe
Nicolle Kipper Söthe · 7 min de leitura

Você posta com constância e o alcance sobe e desce sem explicação. É o algoritmo escolhendo quem vê.

No Google a lógica é outra. A pessoa digita o que procura, e o seu site precisa aparecer nessa hora.

Esse trabalho se chama SEO, sigla em inglês para otimização para mecanismos de busca. É um conjunto de ajustes técnicos e de texto. Cada um tem um motivo, e juntos eles contam ao Google do que o seu site trata e para quem ele serve.

O que o Google lê no seu site

O Google tem um robô que visita sites, lê as páginas e guarda tudo num índice. Quando alguém busca, ele consulta esse índice e decide a ordem das respostas.

Para entrar nessa lista, o robô precisa conseguir ler o seu site. O texto precisa responder a uma busca. E o site precisa ganhar confiança, que vem com o tempo no ar e com outros sites apontando para o seu.

As frentes do SEO

Palavra-chave é uma frente. As outras moram no código e em volta do site:

  • Metatags. O título e a descrição que aparecem no resultado da busca. Cada página tem os seus, escritos para a busca que ela disputa.
  • Open Graph e redes sociais. As tags que montam o cartão quando alguém cola o seu link no WhatsApp, no Instagram ou no LinkedIn: imagem, título e descrição. As redes levam gente até o site, e o cartão é o que essa pessoa vê antes de clicar.
  • Dados estruturados. Um bloco de código que diz ao Google o que a página é: um artigo, um serviço, um produto com preço.
  • Títulos do texto. A hierarquia de H1 e H2 organiza o assunto para quem lê e para o robô.
  • Imagens. Arquivo leve e texto alternativo descrevendo cada foto.
  • Links internos. Uma página apontando para a outra. É por eles que o robô chega ao resto do site.
  • Velocidade e celular. A página abre rápido e funciona na tela pequena. Tem um artigo inteiro sobre isso: como medir se o seu site é rápido.

Palavra curta e cauda longa

Toda busca cai em algum ponto de uma régua. Numa ponta fica a palavra curta, a short tail. Na outra fica a cauda longa, a long tail: buscas de quatro ou cinco palavras, com uma necessidade clara.

palavra curta

Muita gente buscando, muita gente disputando.

  • "psicóloga", "criação de site", "consultoria"
  • Quem digita ainda está explorando o assunto
  • O topo costuma ser de portais, diretórios e marcas grandes
cauda longa

Menos buscas, e cada uma já sabe o que quer.

  • "psicóloga existencialista em Florianópolis", "criação de site para psicóloga", "site profissional para pequeno negócio"
  • Quem digita está perto de decidir
  • Um site pequeno disputa de igual para igual

Para site pequeno, o jogo acontece na cauda longa. A psicóloga existencialista dificilmente chega ao topo de "psicóloga". Em "psicóloga existencialista em Florianópolis", ela tem chance real. Cada página mira uma busca assim, e a soma delas traz gente que chega com a pergunta pronta.

As palavras do seu cliente

A palavra certa é a que o cliente usa, e nem sempre é a sua. Quem vende "identidade visual" descobre que o cliente digita "criar logo".

Você escuta essa língua em três lugares. O Google Trends compara termos, mostra em que estado cada um é mais buscado e em que época a procura sobe. A própria caixa de busca completa o que você começa a digitar, e o bloco "As pessoas também perguntam" mostra as dúvidas reais. Com o site no ar, o Search Console revela as buscas exatas que trouxeram gente até você.

Com a lista pronta, cada palavra vai para o seu lugar: título, primeiro parágrafo, subtítulos, texto dos links. Tudo escrito para gente. Repetir a mesma palavra dez vezes soa mal para quem lê, e o Google percebe.

Publicar é metade do trabalho

O site vai ao ar e o Google leva semanas para achar. Às vezes acha só uma parte. Por isso existe uma lista de configuração para depois de publicar:

  • Sitemap. A lista de todas as páginas, com a data da última mudança. É o mapa que você entrega ao robô.
  • robots.txt. Diz ao robô por onde ele pode andar e aponta o sitemap. Um erro aqui esconde o site inteiro da busca.
  • Google Search Console. Onde você prova que o site é seu, envia o sitemap e pede ao Google para ler uma página nova. Os avisos de erro chegam por lá.
  • Domínio próprio. Um endereço no seu nome, como seunegocio.com.br. A confiança que o site ganha fica guardada nele.

Tudo isso acontece nos bastidores. Por isso fica para trás com tanta frequência.

Por que o site feito no Canva custa a aparecer no Google

O Canva é ótimo para design, e resolve quem precisa de uma página no ar hoje. Só que ele nasceu para o desenho, e a parte que o Google lê fica em segundo plano.

Você tem pouco controle sobre título e descrição, sobre a estrutura do texto, sobre sitemap e robots.txt. No plano mais simples, o endereço fica dentro do domínio do Canva, e a confiança que o site ganha fica com a ferramenta.

O mesmo vale para a página montada às pressas num construtor qualquer, ou para o link na bio fazendo papel de site. O problema quase nunca é a ferramenta. É o site ir ao ar sem ninguém cuidar dessa parte.

Dois sites podem ser iguais na tela e ter resultados opostos no Google.

Onde o SEO encontra o anúncio

SEO e Google Ads andam juntos. O Google dá a cada anúncio um índice de qualidade, e uma das três partes dessa nota é a página de destino: se ela responde à busca, se é clara, se funciona no celular. Esse índice pesa no preço do clique e na posição do anúncio. Uma página bem feita para SEO já chega pronta para essa avaliação.

O caminho contrário também vale. O Search Console mostra quais buscas já trazem gente sem anúncio nenhum. Com isso você investe melhor: reforça o que funciona, ou paga pelo espaço que a busca orgânica ainda não alcançou.

Se você está escolhendo para onde mandar o clique do anúncio, o artigo sobre landing page ou site ajuda nessa decisão.

Por que este blog existe

Este blog é SEO aplicado no meu próprio site. Cada artigo responde a uma pergunta que alguém digita no Google, tem endereço próprio e aponta para as páginas certas. Com o tempo, cada texto vira mais uma porta de entrada.

Você faz o mesmo no seu ritmo. Escolha uma pergunta que os seus clientes sempre fazem. Responda por completo numa página. Acompanhe no Search Console quando ela começa a aparecer. SEO rende em meses, e a página segue trabalhando enquanto você cuida do resto.

Na página de sites você vê a lista do que entra em todo projeto que eu entrego. Essa configuração toda está nela, feita no seu nome.

Quer saber como o Google enxerga o seu site?

Você me manda o endereço e eu olho o que o Google está lendo nele: título, descrição, sitemap e as buscas que cada página disputa.